Resenha Crítica (Saúde Mental)
RESENHA CRÍTICA
SILVEIRA,
LC. FEITOSA, R.M.M. PALÁCIO, P.D.B;
A
Esculta do sofremento psíquico relacionado ao trabalho: contribuições
da psícanalise para o cuidado em saúde. Psicologia em revista, Belo Horizonte,
v.20, n.1, p. 19-33, abr. 2014
Lia Carneiro Silveira possui graduação em
Enfermagem pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (1997), mestrado em
Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará (2001) e doutorado em Enfermagem
pela Universidade Federal do Ceará (2004). É membro da Escola de Psicanálise
dos Fóruns do Campo Lacaniano - Fórum Fortaleza. Atualmente é professora da
Universidade Estadual do Ceará, Curso de Graduação em Psicologia, onde ministra
as disciplinas de Psicopatologia e Psicanálise em Lacan e do Mestrado Acadêmico
em Cuidados Clínicos, onde ministra a disciplina Clínica e Subjetividade. Tem
experiência na área de Saúde e Saúde Mental, com ênfase em psicanálise.
Rúbia Mara Maia Feitosa possui graduação
em Enfermagem, licenciatura e bacharelado, pela Faculdade de Enfermagem da
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - FAEN/UERN (2008). Mestre em
Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde pela Universidade Estadual do Ceará -
UECE (2013). Membro do grupo de pesquisa: Clínica do Sujeito: saber, saúde e
laço social (LACSU). Especialista em Ativação de Processos de Mudança na
Formação Superior de Profissionais de Saúde (Pós-graduação Lato Sensu) pela
Escola Nacional de Saúde Pública (ESNP/FIOCRUZ). Docente do Curso de Graduação
em Enfermagem da Universidade Potiguar - UnP, Campus Mossoró (2010). Docente da
Faculdade de Enfermagem Nova Esperança (FACENE- RN) (2015). Áreas de atuação:
Saúde Mental; Saúde Coletiva; Cuidado Clínico em Enfermagem; Saúde do
Trabalhador.
Paula Danyelle Barros Palácio menstranda
de Pós-graduação Cuidados Clínico em Enfermagem e Saúde da Universidade
Estadual do Ceará (Ppcclis/UECE); bolsista da Fundação Cearense de Apoio ao
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).
No inicio do artigo o autor indaga a
questão do sofrimento humano desde a Grécia antiga e seus respectivos
significados, dando ênfase no surgimeto da medicina moderna e da psiquiatria.
No segundo tópico do artigo, o autor
destaca a subjetividade do sujeito, permitindo a compreensão da possibilidade da articulaçao entre o sintomas e o modo como o
sujeito investe na sua relação com o outro social.
No terceiro tópico o autor relata sobre a
metodologia do trabalho elaborado para o desenvolvimento do artigo, realizado
por meio de um estudo em psicanálise. Tal estudo proposto por Guimarães e Bento
(2008).
Logo após, no quarto tópico do artigo o
autor relata um estudo de caso, no qual ele intitula de “Caso Marcélia”. Ele
retrata a historia de Marcélia, mulher de 39 anos diagnosticada inicialmente
com uma doença em decorrência do esforço repetitivo no seu trabalho. Devido ao seu problema de saúde ela passou a enfrentar alguns problemas no seu
ambiente de trabalho com seu patrão devido a sua não aceitação do problema
enfrentado por ela.
Marcélia foi encaminhada a um serviço de
saúde pública através do médico da equipe de atendimento clínico no projeto de
extensão “Psicanálise e Clinica Social”. Tal encaminhamento era oferecido
sempre que na consulta alguém se queixasse de sofrimento psíquico. No caso de
Marcélia, sua queixa principal era ansiedade e insônia, também se sentia
deprimida, e relatou que já fazia uso de algumas medicações, citou Paroxetina e
diazepam. Seu
sofrimento derivaram do fato de que as pessoas não aceitavam sua doença. “Queria encontrar um exame que mostrasse que o que eu sinto é real”. Relatou
Marcélia. O autor retrata a vida pessoal de Marcélia no quinto tópico do artigo.
Marcélia, era a mais nova dos seus irmãos, não tinha namorado e se dizia
virgem. Tinha medo de se envolver em relacionamentos por medo de sofrer. Possuía
uma relação boa, e amigável com toda sua família. Relatou também que desde sempre
teve que se virar sozinha, e nunca teve a ajuda de sua mãe para esses assuntos íntimos
e a culpava por isso. Sempre muito rígida sua mãe exigia que ela trabalhasse em
casa e não admitia erros. Marcélia relatava que sempre procurava fazer “a mais”
para agradar tanto seu patrão como a sua irmã, na tentativa de fazer com que
eles percebessem o quanto ela era boa naquilo que fazia. Ao ser questionada
pela analista do por que de fazer sempre a mais, Marcélia respondeu: “Eu fazia
isso pra mostrar que eu não era uma inútil, que eu tinha valor”. A queixa
principal de Marcélia ao procurar o serviço de saúde, era por sentir-se
deprimida, referindo ainda sintomas de ansiedade e insônia e por não ser
reconhecida por suas habilidade laborais, pela humilhação em seu ambiente de
trabalho e em lócus das audiências. Ela sofria por precisar provar aquilo que
lhe afligia e que, portanto era “real”.
Com base no artigo, concluímos que a
psicanálise pode ser inserida no ambiente de trabalho visando a promoção da
saúde do trabalhador, de tal forma a buscar elementos que não evidenciam
somente lesões físicas no corpo, mais distúrbios mentais, ou sofrimentos
psíquicos que podem ser desencadeados por meio do não reconhecimento das
habilidades profissionais dos empregados, como relata o autor no caso de
Marcélia.


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